COMPETÊNCIA NO LUGAR DA INSISTÊNCIA
Sam Walton, fundador do WAL MART afirmou em um de seus discursos que “clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”. Assim, nossos clientes podem nos dispensar e contratar outro se não atendermos às suas expectativas. Mas temos uma coisa que muitos não têm: autoconfiança. Acreditar no seu potencial e na sua capacidade de ser criativo é um dos requisitos mais importantes em qualquer atividade, seja profissional ou qualquer outra. Por força dela, empenhamo-nos para que os objetivos sejam alcançados. Por isso digo sempre no início dos meus treinamentos ”o que precisa ser feito, merece ser bem feito”. Nada merece ser feito sem comprometimento. O prazer pelo que fazemos é o impulso que nos levam ao sucesso. Antes de mergulharmos em qualquer objetivo é necessário que seja feita uma reflexão, pautar-se pela ponderação, manter a humildade sem deixar de ser cauteloso, pois cada risco tem um preço. Não podemos trocar nossos objetivos por frustrações. Neste mundo de transformações instantâneas precisamos enxergar as mudanças e senti-las com a alma e com o coração, muito acima da nossa própria razão. Precisamos aprender as coisas com maior rapidez, é preciso fazer do tempo um aliado para desenvolver novas contextualizações. Mesmo diante dessa necessidade eminente de novas tecnologias e conceitos, não podemos vendar nossos olhos para observar e compreender as coisas mais simples, e são nessas coisas tão simples e tão singelas que se esconde toda essência da vida. É principalmente na paixão pela vida, que renasce a certeza de um novo amanhã. É claro que Sam Walton tem razão na sua afirmação quando diz que o cliente demite todos de uma empresa. Se não criarmos vínculos e sentimentos de comprometimento naquilo que fazemos torna-se falso, plágio, normal e ser normal não leva a raridade. O valor de um profissional está diretamente ligado a sua raridade, de pensar, criar, inovar, e produzir novos entendimentos. Isso define se você é um profissional diferenciado ou um incompetente no meio da multidão. A procura pela excelência profissional não é ser o doutor ou mestre, mas é ter capacidade de se doar pela excelência naquilo que você faz; Cuidar de pequenos detalhes para uma boa apresentação, cumprir horários de agenda, observar as datas, caprichar na capa de um relatório, dar sentido às palavras que escreve, envolver opiniões e defendê-las com altivez, demonstrando a capacidade de desenvolver coisas novas, a vontade de aprender e ensinar, compreender as críticas. Há anos tentamos levar essa qualidade ao Serviço Público. Muitas vezes, encontramos uma tendência muito forte para a arrogância, que leva ao atendimento deseducado, frio e insatisfatório aos cidadãos em geral. Pensamos em elaborar uma pesquisa que pudesse dar sustentação aos nossos estudos. Mas, acreditamos que nem nós cidadãos estamos preparados para responder essas questões. Atender bem não é só cumprimentar as pessoas e dirigir-lhes um sorriso, mas também interessar-se realmente em resolver seus problemas. Aí vai uma dose muito grande de respeito humano, mentalidade democrática, solidariedade e outros valores relevantes na vida social. A solução deixou de ser somente estrutural, onde teríamos computadores modernos, salas com ar condicionado, mas Servidores sem nenhuma vocação para servir. Acreditamos que o caminho para que tudo se transforme está no desenvolvimento das pessoas, na sua preparação, na sua cultura, no seu compromisso para com a qualidade. O que desejamos de verdade é um mundo onde possamos dividir progresso. Por: Prof. Milton Mendes Botelho |